sexta-feira, 11 de março de 2011

Quando eu vejo o Ratinho do Castelo Ra-Tim-Bum:
( ) Noooossa, que coisa de criança!
( ) Vou mudar de canal!
(x) Tchau preguiça, tchau sujeira, adeeeus cheirinho de suooooor! WOW! Lava lava lava, lava lava lava….(8)
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Ciúmes, eu odeio esse sentimento. Eu odeio quando eu sinto; mas amo quando sentem de mim.
Meu cabelo nunca ficou igual aos da propaganda da Seda
Se você é um jovem que não usa drogas e não faz coisas erradas, você é um Bon Jovi.
Gosto tanto da minha cama, que por mim, não levantaria dela por nada. Mas o ciumento do meu despertador sempre insiste em nos separar.
Eu sei que um dia você vai ver que eu estou aqui, eu sei que um dia você vai me amar o tanto que eu te amo, eu sei que um dia você vai me admirar em quanto eu passo na rua da mesma forma que eu te adimiro, eu sei que um dia você vai ver como essa garota que era inpercepitivél se tornou tão essencial na sua vida, você vai ver como estava errado ao julga-lá de certa forma, um dia você vai precisar dessa garota o tanto que ela te precisa hoje, mais vai ser tarde, porque você já vai ter demorado de mais pra descobrir tudo isso, e essa garota cansada de ilusão já vai ter encontrado um outro alguém que a corresponde, ou talvez essa garota tenha se arrependido de dar tanto valor a alguém que não há merecia. E você vai se sentir pior, porque vai ver que essa garota cresceu, sem você oque ela não cresceria ao seu lado. 

segunda-feira, 7 de março de 2011

O problema é que quando você ama, você espera com toda sua força que aquela pessoa sinta o mesmo por você. Nós nunca amamos sem querer nada em troca. E quando as pessoas não respondem as nossas expectativas, ficamos decepcionados, como se aquele alguém que amamos, fosse o culpado, sendo que quem tem culpa somos nós.
 
Ser feliz não é ter uma vida isenta de perdas e frustrações. É ser alegre, mesmo se vier a chorar. É viver intensamente, mesmo no leito de um hospital. É nunca deixar de sonhar, mesmo se tiver pesadelos. É dialogar consigo mesmo, ainda que a solidão o cerque. É ser sempre jovem, mesmo se os cabelos embranquecerem. É contar histórias para os filhos, mesmo se o tempo for escasso. É amar os pais, mesmo se eles não o compreenderem. É agradecer muito, mesmo se as coisas derem errado. É transformar os erros em lições de vida. Ser feliz é sentir o sabor da água, a brisa no rosto, o cheiro da terra molhada. É extrair das pequenas coisas grandes emoções. É encontrar todos os dias motivos para sorrir, mesmo se não existirem grandes fatos. É rir de suas próprias tolices. É não desistir de quem se ama, mesmo se houver decepções. É ter amigos para repartir as lágrimas e dividir as alegrias. É ser um amigo do dia e um amante do sono. É agradecer a Deus pelo espetáculo da vida... Quais dessas características você possui?
 Eu queria ser poeta, para poder lhe dizer as coisas mais lindas que já ouvistes. Mas poeta eu não sou. Eu queria ser cantor, para expressar o meu amor por você através de uma música que todos gostassem e cantassem comigo. Mas cantor eu não sou. Eu queria ser, sei lá, tipo um jogador de futebol, para dedicar aquele golaço esplêndido que fez a plateia delirar, a você. Mas, ora, que ironia, jogador eu não sou. Então eu queria ser milionário, para poder lhe comprar milhões de coisas lindas, levar-lhe ao paraíso, apresentar-lhe a torre Eiffel, te amar no Coliseu em Roma. Mas, que pena, milionário eu não sou. Então, decidi por ser quem sou, e te dar todo o meu amor, que é bonito e verdadeiro. Espero que você aceite.
 Tudo bem :
Eu nunca fui a mais bonita da classe, muito menos da escola. Eu nunca ganhei um prêmio de Miss. Eu nunca tive a atenção de todos os caras bonitos para mim. Eu nunca fui muito popular. Eu nunca fui super conhecida. Eu nunca ganhei o menino dos meus sonhos apenas dizendo-lhe frases bonitas. Eu nunca fui uma atleta ou a mais bem vestida. Eu nunca fui de sair para a balada e arrasar. Eu nunca fui de beijar muitos meninos numa mesma noite. Eu nunca compus uma música, nunca fiz uma loucura por amor. Mas tudo bem. O mundo gira. Você já ouviu falar no patinho feio que tornou-se um cisne? Os animais que o criticavam antes, quase morreram de inveja. E me diga: o que foi feito com os patos que antes eram bonitos?

domingo, 6 de março de 2011

Alguém que nunca falou comigo no msn:

Fulana: Oooiiii *-*
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Eu: oi.

Fulana: Ameei sua photo. <3
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Eu: vlw
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Fulana:  Ei gata, faz um favor? Pergunta no meu forms, comenta nessa photo? AAH… me segue no tumblr, e no twitter?  <33333
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Eu: Aham, já volto.

&#8221;Tentar entender nunca é o bastante, porque eu não entendo. Eu juro que  tento, que passo horas pensando e juntando hipóteses, mas não chego a  conclusão alguma. Alguns dizem que é bobagem e logo passa, outros dizem  que é porque tem que ser assim, que há algo a acontecer ainda. Mas o  que? Não sei em quem acreditar, não sei se ponho a culpa em mim ou se na  vida que não o tira daqui. Talvez eu não me esforce o suficiente pra  esquecê-lo, ou tenha que ser exatamente assim. Mas a situação não muda, é  sempre a mesma e por isso vira monotonia. Já não sei o que falar, e nem  consigo chorar, tão pouco consigo sorrir ao lembrar. É quase tortura,  só um pouco melhor, porque me acostumei. Como apagar lembranças que  simplesmente não vão embora independente do que eu faça? O tempo não  apagou, nem a falta de tanto amor curou. Eu ainda o vejo sorrir, ainda  ouço sua voz no meio desse silêncio e o quero todos os dias antes de  dormir. Em todo instante eu o recordo, e deve ser porque espero, porque  ainda sou capaz de sonhar e sou forte o bastante pra viver com ele em  pensamento todos os dias depois de tanto tempo.&#8221;
”Tentar entender nunca é o bastante, porque eu não entendo. Eu juro que tento, que passo horas pensando e juntando hipóteses, mas não chego a conclusão alguma. Alguns dizem que é bobagem e logo passa, outros dizem que é porque tem que ser assim, que há algo a acontecer ainda. Mas o que? Não sei em quem acreditar, não sei se ponho a culpa em mim ou se na vida que não o tira daqui. Talvez eu não me esforce o suficiente pra esquecê-lo, ou tenha que ser exatamente assim. Mas a situação não muda, é sempre a mesma e por isso vira monotonia. Já não sei o que falar, e nem consigo chorar, tão pouco consigo sorrir ao lembrar. É quase tortura, só um pouco melhor, porque me acostumei. Como apagar lembranças que simplesmente não vão embora independente do que eu faça? O tempo não apagou, nem a falta de tanto amor curou. Eu ainda o vejo sorrir, ainda ouço sua voz no meio desse silêncio e o quero todos os dias antes de dormir. Em todo instante eu o recordo, e deve ser porque espero, porque ainda sou capaz de sonhar e sou forte o bastante pra viver com ele em pensamento todos os dias depois de tanto tempo.”

sábado, 5 de março de 2011

Se você me ignorar, eu irei te ignorar.

Se você não começar a conversa, nós não conversaremos. Se você não se esforça, por que eu deveria?

Tudo sobre mim *-*

Eu me olhando no espelho:

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A Dilma disse na TV : ” Um pais RICO é um pais sem POBREZA ”

Já percebeu? Quando você esquece que aquela pessoa existe, ela dá um jeito de voltar pra sua vida.

E pode o céu desabar e a terra toda tremer

( ) que eu jamais vou deixar de te amar, te querer
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(x) Cooorreee cooorreee cooorreee 2012 AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Ela sobre ele: Acho ele tão mal educado, egocêntrico, antipático e canalha. Faz piadas idiotas em momentos inapropriados. Odeio quando ele puxa meu cabelo, me trata mal, ignora o que eu falo porque está jogando video game. Ele só sabe reclamar das minhas atitudes, detesto a arrogância que usa quando fala comigo. Não gosto daquele cabelo bagunçado e nem da forma que ele se veste. E é por isso que eu não quero nada com ele.
Ele sobre ela: Ela é chata, egoísta e mimada. Demora mais pra combinar uma maldita saia com um sapato do que Deus demorou pra criar o mundo. Nunca abre a boca pra me elogiar, só sabe destacar os meus defeitos e esfrega meus erros na minha cara toda vez que tem a oportunidade. Odeio o tom de ironia que ela usa comigo, ou quando censura o meu estilo. E é por isso que eu não quero nada com ela.
Os outros sobre os dois: Se você olhar nos olhos dela, vai ver que ela é louca por ele. Se você olhar nos olhos dele, vai ver que ele faria qualquer coisa por ela. Eles tem química, física e todas as outras matérias quando estão juntos, até matemática eles são… Os sorrisos se multiplicam, a tristeza diminui, a felicidade é dividida entre os dois e o amor aumenta. Ele puxa o cabelo dela, ela sorri para ele. Ela fala que a bolsa está pesada, Ele a carrega. Ela reclama que ele faz tudo errado, ele ri e diz que é porque ela gosta. Dividem amigos, conversam o tempo todo, são ciumentos ao extremo. Nasceram para ficar juntos, foram moldados exclusivamente um para o outro. E é por isso que ninguém entende porque os dois ainda não tem nada.
Mayara Ribeiro  e Vinícius Kretek
Ela sobre ele: Acho ele tão mal educado, egocêntrico, antipático e canalha. Faz piadas idiotas em momentos inapropriados. Odeio quando ele puxa meu cabelo, me trata mal, ignora o que eu falo porque está jogando video game. Ele só sabe reclamar das minhas atitudes, detesto a arrogância que usa quando fala comigo. Não gosto daquele cabelo bagunçado e nem da forma que ele se veste. E é por isso que eu não quero nada com ele.
Ele sobre ela: Ela é chata, egoísta e mimada. Demora mais pra combinar uma maldita saia com um sapato do que Deus demorou pra criar o mundo. Nunca abre a boca pra me elogiar, só sabe destacar os meus defeitos e esfrega meus erros na minha cara toda vez que tem a oportunidade. Odeio o tom de ironia que ela usa comigo, ou quando censura o meu estilo. E é por isso que eu não quero nada com ela.
Os outros sobre os dois: Se você olhar nos olhos dela, vai ver que ela é louca por ele. Se você olhar nos olhos dele, vai ver que ele faria qualquer coisa por ela. Eles tem química, física e todas as outras matérias quando estão juntos, até matemática eles são… Os sorrisos se multiplicam, a tristeza diminui, a felicidade é dividida entre os dois e o amor aumenta. Ele puxa o cabelo dela, ela sorri para ele. Ela fala que a bolsa está pesada, Ele a carrega. Ela reclama que ele faz tudo errado, ele ri e diz que é porque ela gosta. Dividem amigos, conversam o tempo todo, são ciumentos ao extremo. Nasceram para ficar juntos, foram moldados exclusivamente um para o outro. E é por isso que ninguém entende porque os dois ainda não tem nada.
Diário de um cão.
1ª semana: Hoje completei uma semana de vida. Que alegria ter chegado a este mundo!
1 mês: Minha mamãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar!
2 meses: Hoje me separaram de minha mamãe. Ela estava muito inquieta e, com seu olhar, disse-me adeus. Espero que a minha nova família humana cuide tão bem de mim como ela o fez.
4 meses: Cresci rápido, tudo me chama a atenção. Há várias crianças na casa e para mim são como irmãozinhos. Somos muito brincalhões, eles me puxam o rabo e eu os mordo de brincadeira.
5 meses: Hoje me deram uma bronca. Minha dona se incomodou porque fiz pipi dentro de casa. Mas nunca me haviam ensinado onde deveria fazê-lo. Além do que, durmo no hall de entrada. Não deu para agüentar. (…)
8 meses: Sou um cão feliz! Tenho o calor de um lar, sinto-me tão seguro, tão protegido. Acho que a minha família humana me ama e me consente muitas coisas. O pátio é todinho para mim e, às vezes, me excedo, cavando na terra como meus antepassados, os lobos quando escondiam a comida. Nunca me educam. Deve ser correto tudo o que faço!
12 meses: Hoje completo um ano. Sou um cão adulto. Meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulho devem ter de mim!
13 meses: Hoje me acorrentaram e fico quase sem poder movimentar-me até onde tem um raio de sol ou quando quero alguma sombra. Dizem que vão me observar e que sou um ingrato. Não compreendo nada do que está acontecendo.
15 meses: Já nada é igual. Moro na varanda. Sinto-me muito só. Minha família já não me quer! Às vezes esquecem que tenho fome e sede. Quando chove, não tenho teto que me abrigue.
16 meses: Hoje me desceram da varanda. Estou certo de que minha família me perdoou. Eu fiquei tão contente que pulava com gosto. Meu rabo parecia um ventilador. Além disso, vão levar-me a passear em sua companhia! Nos direcionamos para a rodovia e, de repente, pararam o automóvel. Abriram a porta e eu desci feliz, pensando que passaríamos nosso dia no campo. Não compreendo porque fecharam a porta e se foram. - Ouçam, Esperem! lati, se esqueceram de mim. Corri atrás do carro com todas as minhas forcas. Minha angústia crescia ao perceber que quase perdia o fôlego e eles não paravam. Haviam me esquecido.
17 meses: Procurei em vão achar o caminho de volta ao lar. Estou e sinto-me perdido! No meu caminho existem pessoas de bom coração que me olham com tristeza e me dão algum alimento. Eu lhes agradeço com o meu olhar, desde o fundo de minha alma. Eu gostaria que me adotassem: seria leal como ninguém! Mas somente dizem: pobre cãozinho, deve ter se perdido. (…)
18 meses: Um dia destes, passei perto de uma escola e vi muitas crianças e jovens como meus irmãozinhos. Aproximei-me e um grupo deles, rindo, me jogou uma chuva de pedras para ver quem tinha melhor pontaria. Uma dessas pedras feriu-me o olho e desde então, não enxergo com ele.
19 meses: Parece mentira quando estava mais bonito, tinham compaixão de mim. Já estou muito fraco, meu aspecto mudou. Perdi o meu olho e as pessoas me mostram a vassoura quando pretendo deitar-me numa pequena sombra.
20 meses: Quase não posso mover-me! Hoje, ao tentar atravessar a rua por onde passam os carros, um me jogou! Eu estava no lugar seguro chamado calçada, mas nunca esquecerei o olhar de satisfação do condutor, que até se vangloriou por acertar-me. Quisera que tivesse matado! Mas só me deslocou as cadeiras! A dor é terrível! Minhas patas traseiras não me obedecem e com dificuldade arrastei-me até a relva, na beira do caminho.
Faz dez dias que estou embaixo do sol, da chuva, do frio, sem comer. Já não posso mexer-me! A dor é insuportável! Sinto-me muito mal. Fiquei num lugar úmido e parece que até o meu pelo esta caindo. Algumas pessoas passam e nem me vêem; outras dizem: não chegue perto. Já estou quase inconsciente; mas alguma força estranha me faz abrir os olhos. A doçura de sua voz me fez reagir. Pobre cãozinho, olha como te deixaram, dizia. Junto com ela estava um senhor de avental branco. Começou a tocar-me e disse: Sinto muito senhora, mas este cão já não tem remédio. É melhor que pare de sofrer.
A gentil dama, com as lágrimas rolando pelo rosto, concordou. Como pude, mexi o rabo e olhei-a, agradecendo-lhe que me ajudasse a descansar. Somente senti a picada da injeção e dormi para sempre, pensando em porque tive que nascer se ninguém me queria.
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Diário de um cão.
1ª semana: Hoje completei uma semana de vida. Que alegria ter chegado a este mundo!
1 mês: Minha mamãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar!
2 meses: Hoje me separaram de minha mamãe. Ela estava muito inquieta e, com seu olhar, disse-me adeus. Espero que a minha nova família humana cuide tão bem de mim como ela o fez.
4 meses: Cresci rápido, tudo me chama a atenção. Há várias crianças na casa e para mim são como irmãozinhos. Somos muito brincalhões, eles me puxam o rabo e eu os mordo de brincadeira.
5 meses: Hoje me deram uma bronca. Minha dona se incomodou porque fiz pipi dentro de casa. Mas nunca me haviam ensinado onde deveria fazê-lo. Além do que, durmo no hall de entrada. Não deu para agüentar. (…)
8 meses: Sou um cão feliz! Tenho o calor de um lar, sinto-me tão seguro, tão protegido. Acho que a minha família humana me ama e me consente muitas coisas. O pátio é todinho para mim e, às vezes, me excedo, cavando na terra como meus antepassados, os lobos quando escondiam a comida. Nunca me educam. Deve ser correto tudo o que faço!
12 meses: Hoje completo um ano. Sou um cão adulto. Meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulho devem ter de mim!
13 meses: Hoje me acorrentaram e fico quase sem poder movimentar-me até onde tem um raio de sol ou quando quero alguma sombra. Dizem que vão me observar e que sou um ingrato. Não compreendo nada do que está acontecendo.
15 meses: Já nada é igual. Moro na varanda. Sinto-me muito só. Minha família já não me quer! Às vezes esquecem que tenho fome e sede. Quando chove, não tenho teto que me abrigue.
16 meses: Hoje me desceram da varanda. Estou certo de que minha família me perdoou. Eu fiquei tão contente que pulava com gosto. Meu rabo parecia um ventilador. Além disso, vão levar-me a passear em sua companhia! Nos direcionamos para a rodovia e, de repente, pararam o automóvel. Abriram a porta e eu desci feliz, pensando que passaríamos nosso dia no campo. Não compreendo porque fecharam a porta e se foram. - Ouçam, Esperem! lati, se esqueceram de mim. Corri atrás do carro com todas as minhas forcas. Minha angústia crescia ao perceber que quase perdia o fôlego e eles não paravam. Haviam me esquecido.
17 meses: Procurei em vão achar o caminho de volta ao lar. Estou e sinto-me perdido! No meu caminho existem pessoas de bom coração que me olham com tristeza e me dão algum alimento. Eu lhes agradeço com o meu olhar, desde o fundo de minha alma. Eu gostaria que me adotassem: seria leal como ninguém! Mas somente dizem: pobre cãozinho, deve ter se perdido. (…)
18 meses: Um dia destes, passei perto de uma escola e vi muitas crianças e jovens como meus irmãozinhos. Aproximei-me e um grupo deles, rindo, me jogou uma chuva de pedras para ver quem tinha melhor pontaria. Uma dessas pedras feriu-me o olho e desde então, não enxergo com ele.
19 meses: Parece mentira quando estava mais bonito, tinham compaixão de mim. Já estou muito fraco, meu aspecto mudou. Perdi o meu olho e as pessoas me mostram a vassoura quando pretendo deitar-me numa pequena sombra.
20 meses: Quase não posso mover-me! Hoje, ao tentar atravessar a rua por onde passam os carros, um me jogou! Eu estava no lugar seguro chamado calçada, mas nunca esquecerei o olhar de satisfação do condutor, que até se vangloriou por acertar-me. Quisera que tivesse matado! Mas só me deslocou as cadeiras! A dor é terrível! Minhas patas traseiras não me obedecem e com dificuldade arrastei-me até a relva, na beira do caminho.
Faz dez dias que estou embaixo do sol, da chuva, do frio, sem comer. Já não posso mexer-me! A dor é insuportável! Sinto-me muito mal. Fiquei num lugar úmido e parece que até o meu pelo esta caindo. Algumas pessoas passam e nem me vêem; outras dizem: não chegue perto. Já estou quase inconsciente; mas alguma força estranha me faz abrir os olhos. A doçura de sua voz me fez reagir. Pobre cãozinho, olha como te deixaram, dizia. Junto com ela estava um senhor de avental branco. Começou a tocar-me e disse: Sinto muito senhora, mas este cão já não tem remédio. É melhor que pare de sofrer.
A gentil dama, com as lágrimas rolando pelo rosto, concordou. Como pude, mexi o rabo e olhei-a, agradecendo-lhe que me ajudasse a descansar. Somente senti a picada da injeção e dormi para sempre, pensando em porque tive que nascer se ninguém me queria.