— Alô?
— Alô.
— Quem é?
— Sou eu.
— Eu?
— Eu. Já não reconhece minha voz?
— Ah, você (silêncio) São quase quatro da manhã. Por que está me ligando?
— Saudade.
— De mim?
— Da sua voz. De você. De nós.
— Eu tenho que desligar.
— Não, por favor. Deixe-me te ouvir por pelo menos cinco minutos.
— Por que está fazendo isso? Já se passaram quase sete meses (silêncio) Alô?
— Estou gravando sua voz para quando tudo ficar em silêncio de novo, e eu precisar te ouvir para suportar a sua ausência… Não fique em silêncio, por favor.
— Não tenho muito que dizer. Preciso dormir.
— Então me escute.
— Estou te escutando.
— (…) Eu costumava te comparar a uma borboleta, se lembra?
— Você dizia que eu era leve. Leve e harmoniosa.
— E você era doce… Eu dizia que você era aquele tipo de borboleta que pousa em nosso ombro, e nos hipnotiza. Aquele tipo de borboleta que pousa em nossas mãos.
— Você me tinha nas suas mãos.
— Talvez eu ainda te tenha.
— Acredito que não.
— Talvez você seja mais parecida com uma borboleta do que eu jamais soube.
— Por que diz isso agora?
— Quando uma borboleta para em nossas mãos, temos que ser cuidados. Se apertá-la, sufocá-la, ela fica sem vida, desaparece. Se não segurá-la com delicadeza, ela voa e foge. De uma maneira ou de outra, ela nunca fica.
— Você me deixou voar.
— Eu apenas não quis te sufocar.
— Não. Você apenas não quis se importar com aquilo que estava em suas mãos (silêncio) Não me ligue de novo, por favor.
— Eu ainda amo você.
— Então não me sufoque. É tarde demais para isso
— Alô.
— Quem é?
— Sou eu.
— Eu?
— Eu. Já não reconhece minha voz?
— Ah, você (silêncio) São quase quatro da manhã. Por que está me ligando?
— Saudade.
— De mim?
— Da sua voz. De você. De nós.
— Eu tenho que desligar.
— Não, por favor. Deixe-me te ouvir por pelo menos cinco minutos.
— Por que está fazendo isso? Já se passaram quase sete meses (silêncio) Alô?
— Estou gravando sua voz para quando tudo ficar em silêncio de novo, e eu precisar te ouvir para suportar a sua ausência… Não fique em silêncio, por favor.
— Não tenho muito que dizer. Preciso dormir.
— Então me escute.
— Estou te escutando.
— (…) Eu costumava te comparar a uma borboleta, se lembra?
— Você dizia que eu era leve. Leve e harmoniosa.
— E você era doce… Eu dizia que você era aquele tipo de borboleta que pousa em nosso ombro, e nos hipnotiza. Aquele tipo de borboleta que pousa em nossas mãos.
— Você me tinha nas suas mãos.
— Talvez eu ainda te tenha.
— Acredito que não.
— Talvez você seja mais parecida com uma borboleta do que eu jamais soube.
— Por que diz isso agora?
— Quando uma borboleta para em nossas mãos, temos que ser cuidados. Se apertá-la, sufocá-la, ela fica sem vida, desaparece. Se não segurá-la com delicadeza, ela voa e foge. De uma maneira ou de outra, ela nunca fica.
— Você me deixou voar.
— Eu apenas não quis te sufocar.
— Não. Você apenas não quis se importar com aquilo que estava em suas mãos (silêncio) Não me ligue de novo, por favor.
— Eu ainda amo você.
— Então não me sufoque. É tarde demais para isso

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